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A Caatinga

  • 11 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Segundo Aziz Ab’Sáber apud MAURO (2012), o Brasil está divido em seis domínios morfoclimaticos. Logo para entender o bioma caatinga iremos, nos ancorar no IV Domínio, sendo este o domínio das Caatingas, no qual o autor reforça a importância das regiões nordestinas do Brasil, enfatizando seus (polígono das secas). Sendo a caatinga uma área depressiva com Intermontanhas e de clima semi-árido.

Com clima semi-árido, o solo é pedregoso e sofre com o intemperismo físico nos latossolos e pouca erosão nos litólicos e além do grande teor de sais. Os rios que existem nesse domínio em sua maioria são intermitentes, só aparecem nos períodos de chuva, que ocorrem em curto intervalo de tempo durante o inverno ou chuvas de trovoada no verão. Mesmo com a dificuldade apresentada pelo solo e a falta de agua, a caatinga tem forte potencial para desenvolvimento de algumas culturas agrícolas, como acontece em Canudos-Ba que a produção de banana vem sendo destaque.

Em Canudos, como na Caatinga com um todo é característica uma vegetação herbácea tortuosa, as espécies de plantas geralmente encontradas são as cactáceas, o madacaru, o xique-xique, a palma, o juazeiro e a favela. Ainda é importante salientar que Canudos abriga um parque ecológico também onde existe fauna bastante diversificada, e é referencia na preservação das araras azuis.

As cactáceas servem de alimento para o gado e o bode, pois absorvem agua da chuva. Entretanto o bode é um dos causadores do processo de desertificação da caatinga, visto que esse animal não é natural dessa região, e ao comer a vegetação acaba arrancando as raízes, assim acabando com a possibilidade de com a chuva essa planta voltar a crescer. A Caatinga ainda sofre com o extrativismo vegetal de forma predatória, com a derrubada das espécies lenhosas que apresentam grande concentração de carbono e grande potencial de queima, tornando-se eficaz para o fornecimento de energia.

Portanto a caatinga é um domínio morfoclimático que sofre com a falta de agua, e de políticas públicas eficazes para atender as necessidades de um povo que luta pela sobrevivência. É uma região muito rica, mas ainda pouco explorada de forma correta, o que causa a desertificação e extinção de espécies nativas.


SILVA, Jose Adailton Lima; MEDEIROS, Monalisa Cristina Silva; DANTAS NETO, José. Atividades predatórias: A máquina mortífera da Caatinga. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XV, n. 97, fev 2012.


MAURO, C. A. ; MAURO, C. A. . A atualidade da visão de Ab´Sáber. Sociedade & Natureza (UFU. Online), v. 24, p. 6, 2012.


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